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Where do you want to go?

Há alguns anos eu leio o blog AONC, onde encontro MUITA coisa interessante. O autor, Chris Guillebeau é um empreendedor-escritor (autor do The $100 Dollar Startup) e o que mais me agrada no blog dele é ver que o cara cumpre metas – e metas complexas, como conhecer TODOS os países do mundo. Yep!

Cada post traz uma inspiração em ser sempre melhor. E quando analiso meu próprio perfil, percebo que nunca fui muito cumpridora de metas pessoais. Muitas vezes troco ou invento uma nova meta e esqueço as anteriores. Talvez seja por isso que me identifiquei tanto, o cara é um super exemplo a ser seguido (pelo menos até onde sei).

Recebi uma newsletter dele que me levou até o artigo How to conduct your own annual review, um post onde ele ensina como consegue cumprir suas metas. Ao ler a explicação do review anual dele, o meu entendimento foi: se você não sabe onde quer ir, não importa a direção que escolher. Ou sendo mais dramática: quem não planeja, está planejando o fracasso.

Alice came to a fork in the road.
“Which road do I take?” she asked.
“Where do you want to go?” responded the Cheshire Cat.
“I don’t know,” Alice answered.
“Then,’ said the Cat, ‘it doesn’t matter.”

Há algum tempo ele cria o planejamento do próximo ano, define metas, indicadores de performance. Em resumo, há um plano onde são definidas categorias (saúde, estudos, viagens), tarefas a serem cumpridas (correr uma maratona, acabar o mestrado, conhecer a Tailândia) e as atividades necessárias para cumprir as metas (correr 3x por semana, estudar por 1h todos os dias, guardar R$ 5 mil). E isso tudo é revisado várias vezes durante o ano para ver se está andando bem ou se é preciso mudar alguma coisa.

É incrível como cobramos que as empresas em que trabalhamos tenham metas claras a serem cumpridas para que o ano tenha valido a pena, mas na própria vida pessoal, fazemos isso pouco (ou nada). Todos os anos que passam, sempre olho pra trás com a sensação “esse ano foi melhor que o anterior”. Viajei mais, ganhei mais, trabalhei mais, aprendi mais… e sempre com uma qualidade melhor. Tenho um medo enorme do dia em que isso não acontecer. Mas sem metas e objetivos para que isso tudo aconteça, é difícil medir que o ano, o mês ou a semana foram bons ou ruins.

“Irmão, você não percebeu que você é o único representante do seu sonho na face da terra? Se isso não fizer você correr, eu não sei o que vai”.

No meu universo de trabalho temos as KPIs – key performance indicators –, e cada vez mais acho que precisamos disso na vida pessoal. Algumas pessoas com quem comentei sobre isso disseram que isso vai tornar a vida chata, previsível, e acho que vale essa discussão. Mas os feitos desse guri são incontestáveis, e a metodologia dele parece fazer muito sentido. No blog do Chris, ele lembra que as metas não podem ser chatas ou gerar transtornos, afinal, a vida é sua e se você não estiver feliz com o que anda fazendo, está na hora de mudar os planos.

vision

Eu x Nós

Nunca gostei de lidar com pessoas individualistas do tipo “quando eu fiz isso”, “a minha ideia é a seguinte”, pois aprendi que ninguém faz nada sozinho, que precisamos uns dos outros.

Não é que eu não acredite no trabalho intelectual individual, mas que acredito muito mais na colaboração nos ambientes corporativos/profissionais  – são tantas especialidades andando juntas que é difícil determinar que uma única pessoa criou algo. No entanto nesses ambientes a maioria se refere mais a “eu fiz isso” do que “nós fizemos isso”. Sinto falta das referências, de ouvir as pessoas dizerem que descobriram ou chegaram em conclusões a partir do que foi discutido em grupo, ou do que foi consumido da produção de terceiros. Parece que se contar – o que todos já sabem – que não foi você que inventou aquilo sozinho, você será menos importante. É engraçado, porque não há nada de novo nisso, tudo é um remix de outra coisa: porque não aceitar e aproveitar o máximo da colaboração?

Claro, hoje percebo alguns motivos pra esse comportamento ser tão comum:

  • Existe o desejo de ter um papel significativo no mundo;
  • Ser o “criador” significa estar em um status superior aos demais, e pode te trazer uma vida melhor e mais confortável.

THE TIMES ARE A-CHANGIN’
Recentemente participei de um treinamento com o pessoal da Artifact na globo.com. Tudo estava incrível, e algo que reparei é que eles são muito cúmplices uns dos outros, as conclusões quase sempre terminavam em “E eu descobri isso com Fulano” e também “Quem sabe tudo sobre esse assunto é Ciclano. Leiam o livro dele!”. Isso é  muito legal porque cria um senso de comunidade, de que ninguém está sozinho e de que podemos contar uns com os outros para concluir algo mais significativo do que se estivéssemos sozinhos. É incrível como os americanos parecem estar mais adiantados nisso do que a gente.

Listen. Share. Adapt. Repeat.

Uma das empresas que valida e reforça esse comportamento é a IDEO. Quando um projeto começa, parte-se do princípio que você vai precisar de ajuda, e algo muito legal é que as ideias devem sempre ser continuadas a partir do que alguém sugeriu anteriormente, incentivando o trabalho em equipe. Além disso, lá um dos atributos para a contratação de novos funcionários é medir a quantidade de uso das palavras “eu” x “nós”. Tenho visto também casos como a forma como diretores de grande agências têm dado entrevistas falando sempre no plural “nós”.

Outro exemplo que eu adoro, é o Hit Record, um projeto de criação audiovisual colaborativa criado pelo Joseph Gordon-Levitt. Sim, o papel principal é dele, mas todos ganham o seu espaço e reconhecimento.

Não sei o que está certo ou errado, mas sei que juntas as pessoas produzem mais e melhor!

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Microinteractions

Em 2012, participei do Interaction South America, em São Paulo, e um dos palestrantes foi o Dan Saffer. Também participei em 2013 de um workshop com ele no UX Week, sobre o assunto do seu último livro chamado Microinteractions, que trata de pequenas interações no uso de um produto – sejam físicas ou digitais.

“The difference between a product you love and a product you tolerate is often the microinteractions you have with it.”

Acho essa frase incrível, porque faz muito sentido. Charles Eames disse que “os detalhes não são apenas detalhes, eles fazem o produto”. Se as pequenas interações (como abrir uma porta ou salvar um arquivo) não forem claras e objetivas, o seu produto provavelmente está deixando bastante a desejar.

O problema é que nem todas as pessoas envolvidas na criação desse produto enxergam a importância dos detalhes dessa forma… e aí surgem os prazos, o desconhecimento e o desinteresse e lá vão eles ser esquecidos – ou não priorizados propositalmente. “Don’t sweat the small stuff” diriam alguns. Eu pessoalmente gosto dessa frase apenas me referindo à não sofrer com o que não é estratégico. Os detalhes, são sim, estratégicos.

Pensando sobre escrever sobre esse assunto, cheguei numa reflexão: o quanto cuidamos dessas pequenas interações em nossas próprias vidas? É engraçado como a gente cobra consistência, feedback, interações “mais humanas” das máquinas/interfaces que usamos, quando nem nós mesmos conseguimos dar conta disso tudo.

Fico frustrada quando ignoram quando eu peço alguma coisa simples (como desligar o ventilador ao sair de casa), ou não agradecem por uma ajuda que dei nem dão o crédito por uma ideia que tive… Esses pequenos detalhes, né? Só que eu mesma não cuido de várias micro interações da vida pessoal: tenho e-mails de meses atrás pra responder, telefonemas e mensagens não retornadas. Se eu fosse uma interface digital (ou um sistema operacional, como a Samantha do filme Her), as pequenas interações de feedback seriam provavelmente as mais falhadas em mim. What a shame.

Assim como queremos que nossos produtos sejam os melhores, precisamos cuidar para nós não sermos apenas aturados pelos outros. Acho que tem a ver com interesse em fazer melhor e priorizar que essa melhoria aconteça – assim como na construção de um produto. Dizem que o mais importante é perceber quais são os nossos pontos fracos, pra poder melhorar, então assim como faço nos produtos que trabalho, vou começar um backlog das minhas micro interações a serem melhoradas no dia a dia :)

boliviano feliz

No one is too old for fairy tales

Uma das coisas que mais me agrada em trabalhar com user experience design para a internet é poder fazer com que a relação entre os produtos e pessoas seja cada vez mais transparente, ou seja, que cada vez menos pareça que o usuário está interagindo com uma máquina, mas sim com uma marca, que tem personalidade como uma pessoa.

Pra obter esse resultado, é preciso lembrar que o site/aplicativo/sistema vai ter pessoas de verdade (com sentimentos, medos, interesses) por trás da tela usando e ficando felizes (ou frustradas). É bem diferente projetar algo para uma dona de casa, um médico, ou um programador, por exemplo. É preciso entender com quem você está conversando. Na teoria isso é óbvio, mas entender seu usuário demanda esforço e investimento.

É legal observar que no marketing, entender o cliente é imprescindível, porque se você não souber qual é o seu alvo, não vai saber onde mirar e, provavelmente, não vai atingir os resultados esperados ($$$$). Já na internet, os indicadores de performance (KPIs) são muito abstratos, e por isso algumas (muitas) empresas e profissionais consideram desnecessário gastar tempo e dinheiro com pesquisas, entrevistas e testes com seus usuários, e projetam baseados em intuição, invenção, ou em “processos” como o go horse (sério ahaha). O caso mais básico de desconhecimento do usuário é quando se está navegando num site, acaba em uma página que não existe, e o site avisa: “error 404 page not found”. O que 404 significa pra uma pessoa normal? Nada.

Já os produtos e serviços que conhecem bem seus usuários, são aqueles que possuem as interfaces menos robóticas e mais personalizadas. Abaixo alguns exemplos de interações “humanizadas” que tornam a experiência de uso mais divertida/coerente com o seu público!

Mailchimp
Esse é um site que cria newsletters (dentre outras coisas) e distribui para a sua lista de contatos. Depois que você cria uma newsletter, e programa para que ela seja enviada em um determinado dia e horário, o sistema avisa: “Bom, agora que está tudo pronto e você só tem que esperar, que tal passar o tempo brincando aqui?”. O link para brincar direciona para a página do Paper Buddy, onde é possível imprimir o macaco (que é quem conversa com você durante todo o tempo no site deles). Dá pra montar a casa do macaco, colocar acessórios nele, é muito fofo!

site mail chimp paper buddy
Outro caso do Mailchimp é quando você chega em uma página que já não existe mais e o personagem deles avisa, vestido de Sherlock Holmes, que a página não foi encontrada (mas é elementar que eles estão trabalhando para resolver o caso).
site mail chimp erro 404
IMDB
É a maior base de dados sobre filmes na internet. É super legal porque você pode encontrar qualquer filme, ver os atores relacionados, diretor, premiações, e fazer listas com os filmes que quer assistir, os que já assistiu e também avaliar eles. Eu uso muito, e acabei esses dias em uma página quebrada. Para avisar que a página não existe, eles usam quotes de filmes como texto de erro. Pra qualquer cinéfilo isso passa a ser quase um prêmio, e não um problema! Fiquei testando e alguns dos resultados foram “De volta para o futuro”, “Matrix”, “Brilho eterno de uma mente sem lembranças” ♥
imdb página de erro

Acho muito legal esses diálogos mais humanos, essas brincadeiras que não fazem mal a ninguém. Como quando você vai instalar uma atualização e recebe uma mensagem amigável: “Isso vai demorar, viu? Vá tomar um café e volte mais tarde!” ao invés de “A instalação deverá durar aproximadamente 489 horas”. Além de tornar qualquer tarefa bem menos chata, cria mais empatia pela marca e todos saem ganhando :)

uxweek

Design for Social Change

Em 2013 tive a oportunidade de ir ao UX Week, evento em San Francisco organizado pela Adaptive Path – cujo fundador é o Jesse James Garrett, autor da metodologia que me fez ter tanto interesse por UX Design. Foi muito legal poder agradecer ele pessoalmente ♥

Além das palestras, aconteceram alguns workshops, sendo um dos que participei chamado ‘Design for Social Change’ com a Sara Cantor Aye, uma ex-funcionária da IDEO que abriu a própria empresa chamada Greater Good Studio. Ela compartilhou como funciona seu trabalho, trazendo alguns conceitos bem legais.

“Research changes design. Design changes behavior. Behavior changes the world”.

Esse é o lema da empresa dela, e com base nisso a metodologia de trabalho é construída. No passo-a-passo funciona mais ou menos assim:

1. Encontrar um problema a ser resolvido
Ela explica que no mundo real é fácil encontrar problemas. No workshop, ela dividiu a turma em quatro grupos e entregou um problema para cada, o meu grupo trabalhou com ‘gravidez na adolescência’. Problemas sociais são sempre muito complexos, e ela diz que pra atingir o sucesso “você não precisa resolver tudo de uma só vez”.

This photo belongs to Greater Good Studio

2. Definir e clarear questões sobre o problema
Para começar a clarear o problema, ela sugere o uso de três ferramentas:

2.1. Assets
Nos projetos sociais, uma vez que você já sabe o que quer resolver, o importante é achar os ‘assets‘ (coisas/pessoas que a gente têm acesso) que irão nos ajudar. No ambiente do terceiro setor você tem que encontrar o que existe de legal, diferente dos ambientes corporativos onde o foco é encontrar os problemas dos outros para tentar faturar naquele mercado. Estes ‘assets’ podem ser divididos em dois tipos:

  • Hard assets: pessoas / lugares / coisas
  • Soft assets: habilidades / qualidades / aspirações

2.2. Appreciative Inquiry
Passar o problema para um tom positivo. O objetivo de fazer essa mudança é amplificar o que você que fazer de bom pro futuro ao invés do que está errado agora.

  • Negativo (seu problema): Acabar com a gravidez na adolescência.
  • Positivo (How might we…?): Como nós podemos criar auto estima, respeito próprio e consciência sexual em meninas?

2.3. Bright Spots
Escolhendo algumas pessoas com quem vamos conversar e trocar ideias, e que são pessoas que de alguma forma, já resolveram o problema que estamos trabalhando. Pra definir quem são essas pessoas, a regra de ouro é: porque que ele/ela é a melhor pessoa pra gente aprender com? No caso, nossos bright spots foram:

  • Uma menina que passou por este problema e sabe os prós e contras.
  • Garota que vivia em uma situação de risco como as outras, mas mudou de vida.
  • Professor respeitado pelos seus alunos e sabe como ajuda-los a atingir seu melhor.

O legal dos bright spots é que cada uma dessas pessoas pode nos trazer insights valiosos, por terem histórias  diferentes, e serem referência em pontos diferentes que circulam o problema a ser resolvido.

3. Geração de ideias
Depois que você estudou o problema, conversou com pessoas, entendeu o cenário em que está se metendo, é a hora de gerar ideias. Pra começar, ela faz um aquecimento pedindo pra todos desenharem algumas coisas como um bebê, uma bicicleta, um carro. Ela faz isso pra mostrar que cada pessoa enxerga as coisas de uma forma diferente, e é preciso entender o outro além de você próprio.

Definimos um prazo de 10 minutos e começamos a rabiscar ideias em Post-it, passando por mais de 50 ideias, sendo algumas delas simples como colar cartazes instrutivos em escolas, ou outras mais complexas e caras como o recebimento de mensagens com dicas no celular.

4. Viabilização das ideias
Depois que as ideias são geradas, o próximo passo é avaliar onde vale a pena gastar seu tempo, através da organização de cada ideia em um gráfico de alto investimento x baixo investimento x alto impacto x baixo impacto.

As soluções que estiverem no quadrante baixo custo x alto impacto são as melhores para colocar em prática :)

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“Logomarcas”

Durante a faculdade de Design Gráfico, quando aprendi a diferença entre um logotipo, símbolo, identidade visual e marca, também aprendi que uma ‘logomarca’ não existe. Com influência do ambiente defensivo, me tornei uma xiita do design, corrigindo sempre que a palavra era citada – sem inicialmente sequer entender o motivo de estar corrigindo o outro, admito. Pouco depois, o termo-problema era ‘design thinking’, minha lógica era “trabalhar com design já significa pensar”. Participei de algumas discussões sobre isso.

Anos se passaram, e alguns dos profissionais com quem trabalho hoje, e os quais respeito muito, usam a palavra ‘logomarca’ no dia-a-dia. Na primeira vez que ouvi, doeu. Depois só incomodou e agora já não dou bola. Vamos lá, estes profissionais fazem um trabalho incrível, entendem o significado de cada coisa, e ainda assim falam errado. Porque eu vou ficar corrigindo? É de certa forma um vício de linguagem assim como é o meu gauchês “dois reais com trinta centavos”, tão mal interpretado aqui no Rio de Janeiro :P

Percebo agora que minha briga com as nomenclaturas era na verdade uma briga pelo entendimento da minha profissão. Eu acreditava que falar ‘logomarca’ iria denegrir o meu trabalho. Sempre defendi o design, e com razão: em uma profissão não regulamentada, e muitas vezes incompreendida, se nós não fizermos nossa parte e criar o melhor entendimento do nosso papel, quem fará?

Recentemente um colega de profissão estava explicando algo errado, usando nomenclaturas erradas, e ainda por cima confundindo outras pessoas sobre um assunto que possuo bastante conhecimento. O problema culminou ao ponto de uma pessoa me perguntar “Nossa, isso é tão chato e difícil assim?”. Minha primeira reação foi “Wait. What?”. Fiquei sem paciência, mas parei e pensei bem. Foi legal perceber que podemos mudar a forma como reagimos em situações semelhantes, mas em diferentes épocas da vida. Ao invés de satirizar ou repreender o profissional como eu faria no passado, tentei ajudar as pessoas confusas a compreender o que não estava claro. O resultado foi muito melhor dos que obtia antigamente por brigar indiscriminadamente.

Algo semelhante aconteceu quando li o livro ‘Change by design’ do Tim Brown onde ele explica o design thinking: senti uma vergonha da Samantha de anos atrás discutindo sobre o nome que o presidente da IDEO, uma das empresas mais bem conceituadas em design no mundo, definiu para uma linha projetual incrível e que pode mudar o mundo!

Acredito que defender o que você acredita é imprescindível, mas só fazendo algo construtivo será possível mudar e melhorar a situação do design brasileiro, investir no que faz diferença. Por isso proponho que cada um perceba a sua ‘logomarca’, e entenda a verdadeira raiz do seu problema. Dessa forma, ao invés de xingar muito no twitter, talvez seja possível fazer a sua profissão ser mais reconhecida e entendida.